Uma Startup americana promete revolucionar o mercado alimentício substituindo a proteína animal por uma tecnologia que usa o ar para criar a “carne” do futuro. Enquanto a indústria lança no mercado diferentes opções de proteínas plant-based a startup Air Protein, fundada em 2019 pela física Lisa Dyson e o cientista de materiais John Reed, aposta na combinação de micróbios com dióxido de carbono para a criação de uma nova proteína. A ideia surgiu a partir de análises nas pesquisas feitas pela NASA em décadas passadas para o desenvolvimento de alimentos para os astronautas durante as jornadas espaciais. As descobertas da NASA na década de 1960 nunca foram levadas adiante, porém agora mostram continuidade através da Air Protein, que promete transformar dióxido de carbono em carne de frango, de peixe ou bovina. Micróbios hidrogenotróficos são cultivados e alimentados com uma mistura de dióxido de carbono, oxigênio, água, minerais e nitrogênio. A fermentação resultante do processo produz uma farinha rica em proteínas e aminoácidos semelhantes aos encontrados na carne. Posteriormente, técnicas de pressão, temperatura e cozimento transformam a farinha em pedaços de “carnes de ar”. A novidade ainda está em fase de testes e não tem data para chegar ao mercado, mas se depender dos investidores não haverá muita demora, já que no ano passado a Air Protein levantou US$ 32,1 milhões numa rodada de Série A liderada pelos fundos GV (antiga Google Ventures), ADM Ventures e pelo banco Barclays. Foto: Divulgação
